Uma nova edificação

Por esta hora – quase um mês depois do meu ultimo post – alguns podem estar pensando o que tenho andado a fazer.

Quando criei este blog lá em 2007 era para ser apenas um lugar onde pudesse escrever sobre os meus gostos – que são muitos e variados. O “problema“ é que rapidamente o gosto maior tomou conta: o Java.

Eu escolhi me especializar em Java, em tudo o que diz respeito a Java, por razões profissionais, mas se tornou um hobby muito interessante ao ponto de me fazer criar o MiddleHeaven. Através do Java aprendi sobre Orientação a Objetos e mesmo sem os purismos de Smalltak o estreito mapeamento entre a linguagem Java e os conceito de Orientação a Objetos concorrem para que quanto mais se conheça um, mais se aprecie o outro.

Hoje, o meu blog é visitado por milhares de pessoas todos os meses que procuram se educar um pouco mais nestas coisas e aprender a criar aplicações Java melhores, fugir de más práticas e aprender melhores formas de codificar e mapear o mundo real para objetos. Muitos defendem a visão empirista em que através de tentativa e erro se chega a um modelo bom e uma aplicação robusta. O experimentalista em mim  entende essa visão, mas o arquiteto em mim prefere ter menos trabalho criando um modelo mais duradouro. O desafio é grande, mas a recompensa será maior.

Só que, há um problema com esta visão. Os consumidores de software coorporativo, ao contrário dos consumidores caseiros, não sabem o que procurar em um software, não sabem avaliar a sua qualidade. E o pior é que nem os desenvolvedores sabem avaliar essa qualidade. Ela é intangível, imensurável. Contudo, ela não é subjetiva. Existe sim o bom e o mau. O Padrão e o Anti-Padrão, o crédito e o débito técnico.  O problema que eu vejo é que tanto desenvolvedores, quanto os donos de empresas que produzem software, quanto os consumidores desse software adoram gastar rios de dinheiro e ampulhetas de tempo em gambiarra, mas não dão o braço a torcer para procurar qualidade, diminuição de custo, mais-valia. A culpa do débito técnico sobre a recompensa do crédito técnico. Sentimento de utilidade para quem compra e sentimento de orgulho para quem vende.

É por isso que no ultimo mês coloquei na prática os alicerces de uma idéia que há muito estava na minha cabeça. São os primeiros tijolos para um espaço que levará as pessoas a produzir melhor software de forma mais barata, sem gambiarra, sem prejuízo para a saúde mental, emocional ou moral de ninguém e que os cliente sintam vontade de usar e evoluir.  Um portal que ajude a explicar o que é um produto software, como se faz e por que se faz assim. Tecnologias, Práticas, Regras, Teorias, Tutoriais e, espero, muitos exemplos rodando no seu navegador e no seu desktop que comprovem  que isto é possível e ajudem a enterrar as velhas práticas da Era da Pedra ( do cartão ? ) da produção de software como um bem.

Este empreendimento é maior que eu. É maior que um só blog. É necessário um lugar  com mais recuros e menos limitativo que estas fronteiras, onde esta ideia possa ser discutida, aperfeiçoada, exemplificada. É um novo edifício. Hoje ainda com poucos cômodos, mas que logo crescerá. O céu é o limite. A nova casa para o desenvolvimento de aplicações com Java: www.javabuilding.com

3 thoughts on “Uma nova edificação”

    1. Fala Sérgio !

      Estarei atento também nas novidades. Realmente precisamos dar mais valor para a qualidade.

      E caso resolva publicar um livro, eu serei o segundo (pois o primeiro já está acima hahaha)

      Abraços !

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